Entrevista: Parto Normal

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por Priscilla Adduca

A sua filha Alice faz 3 anos em Agosto. Como foi essa primeira gestação? Foi ótima, mas nos três primeiros meses senti muito sono, enjôo… depois bastante azia e dor nas costas, mas mesmo assim, lembro com saudades.

Em que momento você optou pelo parto normal? Foi durante a gestação ou você sempre desejou isso? Eu sempre quis, mas quando estava grávida comecei a ponderar, ver prós e contras, mas meu obstetra sempre deixou bem claro que não poderia me garantir um parto normal, a natureza é quem manda.

Antes de engravidar você praticava alguma atividade física? E durante a gestação? Não, nada. Até pensei em fazer hidroginástica, mas não cheguei a fazer.

Conta um pouquinho da história do seu primeiro parto! Eu estava em casa, depois de um dia super cheio, e lá pra meia noite e meia comecei a sentir umas dores, tipo cólicas fortes. As dores foram aumentando e a bolsa rompeu, mas eu tinha na cabeça que só ia pra maternidade quando não agüentasse mais. Morria de receio de chegar lá e me mandarem voltar pra casa. Por volta das 5:30 ligamos pro médico e fomos pra maternidade. A essa altura eu já não conseguia nem pensar direito, de tanta dor. Fiquei numa sala de pré parto, tomei anestesia 8:15 da manhã. Depois da anestesia ficamos eu e meu marido só esperando Alice nascer. Bem tranqüilos, conversando… Quando estava com 8 cm de dilatação, meu médico me deu orientações de como fazer força e em menos de 10 minutos ela nasceu.

Gustavo acabou de completar 6 meses. Essa segunda gestação foi parecida com a primeira? Foi bem diferente… Não senti nada! Só lembrava que tava grávida por conta do barrigão.

Dizem que o parto natural do segundo filho é bem mais rápido e indolor. Foi assim com você? Bem, o segundo parto foi bem mais rápido. Foram pouco mais de quatro horas de trabalho de parto, mas senti muitas dores. Na cidade onde moro, Vitória da Conquista, (Alice nasceu no Rio) os médicos tem fama de não fazerem parto normal e fui aconselhada a parir numa maternidade pública, onde a maioria esmagadora dos partos são normais. Mas foi péssimo… uma frieza por parte da médica, das enfermeiras… Meu marido não pôde entrar comigo, pari praticamente sozinha. Quando a enfermeira veio me atender, Gustavo já estava nascendo. Não tive anestesia, senti todas as dores, mas ainda assim não me arrependo de forma alguma.

Como foi a recuperação pós-parto nos dois casos? Foi excelente. Dois dias depois eu já fazia tudo. Como eu fiz episiotomia nos dois partos, teve o incômodo dos pontos, mas passa super rápido também.

Você amamentou a Alice? E está amamentando o Gustavo? Teve alguma dificuldade com relação à isso? Dificuldade nenhuma. Amamentar é a melhor coisa do mundo! Amamentei Alice até descobrir que estava grávida e tive que parar. Gustavo ainda está com amamentação exclusiva, mas daqui a pouco vai comer frutinhas.

Porque você acha que as mulheres temem tanto o parto normal? Porque a grande maioria tem medo da dor. Mas doeu em mim, mais em outras mulheres, nada em outras. Não tem como saber. Além do mais, a dor passa. Ainda mais quando você pega seu bebê nos braços… Faz tudo valer a pena.

Você pensa em ter outros filhos? Se sim, vai manter a opção pelo parto normal? Não penso em ter mais filhos, mas se algum dia ficar grávida de novo, com certeza o parto vai ser normal.

E, por fim, você daria algum conselho às futuras mamães que ainda estão inseguras em optar pelo parto normal? Eu penso que no parto normal acontece algo mágico! É a primeira ação do bebê, ativo, saindo do conforto do ventre da mãe em direção ao mundo. Óbvio que não é o tipo de parto que você teve que vai te fazer uma mãe melhor e existem mulheres que não tem condições de ter parto normal, mas se você tem condições, vale muito a pena pra mãe e pro bebê.

 

Entrevista: Respirando Yôga

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Por Priscilla Adduca

Quando e como foi o seu primeiro contato com o Yôga? Meus pais se conheceram numa prática de meditação de Kriyá Yôga e com certeza meu interesse por esoterismo, Yôga ou qualquer coisa que venha da Índia tem as suas origens aí! Quando eu era muito pequena, meu pai costumava acordar cedo para se alongar e meditar na varanda de casa, antes de sair para correr na orla e eu gostava de fazer junto com ele! Ele me ensinou a abstrair os ruídos e me concentrar apenas no som do barulho do mar, uma verdadeira técnica de Yôga e isso eu devia ter uns 6 anos.

O que te levou a querer se tornar profissional nessa área? O que você fazia antes disso? Aos 21 anos, eu estava cursando a Faculdade de Direito da UFBA, lá pelo sexto semestre, com todo o “futuro promissor” garantido… Mas infelizmente, ou não, algo dentro gritava desesperadamente, pois eu já não estava feliz estudando ou estagiando, quanto mais trabalhando naquela área. Sentia-me presa a valores incompatíveis com a minha vida, sentia-me como se estivesse vendendo a minha alma e, nessa altura, eu já estava praticando e estava completamente apaixonada pelo Yôga. Por eu ter abandonado a Faculdade, fui obrigada pela minha mãe, a frequentar uma terapeuta, especializada em direcionamento de profissão. E foi justamente ela quem despertou o meu interesse em me profissionalizar no Yôga e ainda, apoiou-me 100%, em trabalhar com algo que eu amasse!

A forma que você se alimenta influencia na prática dos exercícios? Como você faz pra se alimentar melhor? Sim, com certeza, afinal somos o que comemos e o Yôga é exatamente uma filosofia prática que nos responde aos questionamentos filosóficos de quem somos! Que a alimentação interfere diretamente na nossa constituição física, todos sabemos, mas ela também interfere nas emoções, pensamentos e níveis vibracionais mais sutis da nossa energia! Dessa forma, normalmente um yôgin opta, como eu, pela alimentação vegetariana, principalmente para não alimentar suas células com os detritos tóxicos das emoções pesadas, por exemplo, pavor e medo, que um animal libera na sua carne antes de ser abatido. Mas não basta só não comer carne de qualquer espécie. Procuro optar sempre por alimentos frescos e orgânicos!

Qual a maior mudança que você sentiu na sua vida depois que começou a praticar Yôga com frequência? São tantas as transformações físicas, orgânicas, emocionais e mentais que é difícil escolher a maior… Acho então que vou escolher as emocionais, já que acredito que este seja o maior desafio de todo ser humano! Devido à disciplina, auto superação, auto estudo, às técnicas respiratórias, mentalizações para sublimação e limpeza das emoções, o Yôga nos possibilita uma consciência maior de nós mesmos, como uma lupa de aumento, que nos faz enxergar quem verdadeiramente somos e o que precisamos melhorar. Além disso, ele nos fornece as ferramentas para usarmos nos momentos de maior desafio, conflitos e etc. No início é necessário um certo esforço e atenção no que sentimos, pensamos, falamos ou agimos, mas com o passar do tempo, vamos educando os nossos condicionamentos emocionais e reagindo de forma mais estável e tranquila aos desafios que a vida nos impõe.

Qualquer pessoa pode fazer Yôga? Sim, claro! No entanto, para praticar com segurança a parte do Yôga que envolve as técnicas corporais, chamadas ásanas, é importante a autorização médica através de um exame simples. Mas mesmo uma pessoa impossibilitada de fazer as técnicas corporais, pode fazer mudrá (linguagem gestual), pújá (trânsito de energia), mantras (vocalização de sons sagrados), pránáyámas (técnicas respiratórias), bandhas (contração de plexos e massageamento de glândulas), kriyás (técnicas de purificação), yôganidrá (técnica de relaxamento), mentalizações e samyama (técnicas de concentração, meditação e hiperconsciência).

Quais os principais benefícios dessa prática especialmente para as mulheres? O Yôga ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade; aumenta a flexibilidade e a força dos músculos; melhora a postura, diminuindo dores nas costas; estimula a circulação sanguínea; ajuda a desenvolver uma atitude positiva em relação à vida; aumenta a concentração e o equilíbrio emocional; melhora a capacidade imunológica; ajuda a melhorar quadros de insônia e depressão. Além de tudo isso, o Yôga trabalha muito com o massageamento de determinadas glândulas do sistema endócrino, o que para nós mulheres é extremamente benéfico, pois ajuda a regular e equilibrar os hormônios.

No seu dia a dia, fora das aulas, você usa os princípios do Yôga de alguma forma? De todas as formas. Muito mais do que técnicas, o Yôga é uma filosofia de vida. As técnicas do Yôga despertam estados de consciência, como o estado de harmonia consigo mesmo e com o Universo ao seu redor. Os princípios que descrevi acima, por exemplo, tapas (auto superação) swádhyáya (auto estudo), durante a prática faz com que você esteja estável, no seu centro, com a respiração e energia fluindo harmoniosamente independentemente do desafio de um ásana, por exemplo, e, da mesma forma, devemos fazer nas nossas vidas. O mundo pode estar desabando ao meu lado, sempre tentarei me manter no meu centro, no meu eixo, em equilíbrio, pois sei que assim saberei como agir melhor!

Alguma dica pra quem nunca fez Yôga e tem vontade de experimentar?! A dica é exatamente experimentar! Existem muitos tipos de Yôga e o melhor é aquele que a gente mais se identifica. Então para saber, só praticando!

Como no Fotucas a gente fala de sonhos, não posso deixar de perguntar: Qual o seu maior sonho? Parece piegas, mas meu maior sonho é que todos os seres humanos pudessem sentir como me sinto: conectada com o que há de mais divino que existe em cada um de nós e que está presente em toda parte e, muito mais do que saber, sentir que a vida vai além do que enxergamos, tocamos ou sentimos apenas como os nossos limitados 5 sentidos físicos. Talvez tenha sido essa a principal razão pela qual resolvi me tornar professora de Yôga.

Quem quiser entrar em contato com a Mari, o email dela é: mari_keller@hotmail.com.

Essa é a terceira entrevista exibida pelo Fotucas! Se quiser ler (ou reler) as outras, é só clicar:

Entrevista: Designer de Moda com Candida Specht

Entrevista: Amor de Mãe com Juliana Mutti

Entrevista: Designer de Moda ❤

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Por Priscilla Adduca

Como e quando você começou a confeccionar bolsas? Isso faz tempo, aos 13 anos fiz a primeira bolsa, pra mim mesma. Ainda na escola comecei a fazer para as amigas que pediam igual a minha, um modelo feito com lenços.

Você tem algum curso na área de moda? Eu fiz um curso no SENAC Rio, durante 6 meses, era um curso técnico de designer de moda.

Alguém na sua família já trabalhava com moda? Se sim, como isso te influenciou? Não com moda propriamente, a minha avó costurava roupas para mim quando eu ia visitá-la, bem pequena, nos finais de semana. E eu achava aquilo mágico, comprar um tecido e transformá-lo em uma peça em pouco tempo. Eu no pé da máquina recolhia os retalhos e tentava fazer uma roupinha para minha boneca…

O que te inspira a criar? As estampas! Sou louca por tecido e as padronagens inspiram muito, cada uma inspira uma peça diferente, cada uma se adéqua melhor a uma ou outra peça. E o mundo retro, o mundo da costura me traz muito mais inspiração do que o mundo fashion, que dita tendências a cada estação.

Qual a sua maior referência de estilo? A Farm por ser uma marca que usa muito o poder das estampas, sem dúvida é uma referência forte. Além de todo o universo da fotografia e imagens.

Qual a melhor parte do seu trabalho? A parte mais divertida é o garimpo de tecidos, e claro a hora que a peça fica pronta! Não tem como esquecer também dos momentos que vejo as peças sendo refletidas no brilho dos olhos de uma cliente!

Qual a parte mais difícil ou desafiadora do seu trabalho? A parte mais desafiadora é encontrar todo o material que preciso, aviamentos, tecidos, preço e mão de obra qualificada, numa cidade como Salvador. Mas ao mesmo tempo essa dificuldade exige mais da criatividade, então tem um lado positivo!

Quais são os seus maiores sonhos ou planos pro futuro? Meu maior sonho é poder expandir os negócios em tamanho e com a criação de novas linhas, de decoração, por exemplo, que é outra área que sou apaixonada!

Você tem alguma dica pra quem quer abrir o seu próprio negócio? Eu sou super incentivadora, mas acho que se for entrar num negócio tem que ser com o coração (também), então se você ta pensando só pelo retorno, nem vá. Acredito que o mercado seleciona, o que é original acaba levando vantagem.

O que é ter sucesso pra você? É ver pessoas felizes ao adquirir um produto da minha marca e a propagando boca-a-boca, essa é o maior indicador de sucesso!

E aí, gostaram?!

*Essa é a segunda entrevista com “Mulheres que Inspiram” feita pelo Fotucas. A primeira você pode ler AQUI.

Entrevista: Amor de Mãe ❤

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Por Priscilla Adduca

Tô muito feliz em estrear essa nova tag no Blog. Há tempos queria colocar em prática a vontade de contar histórias, de reunir mulheres incríveis, de relatar casos emocionantes. Quantas Super Mulheres a gente conhece? Quantas nos inspiram diariamente? São tantas! E pra começar essa série de entrevistas em alto estilo, convidei a minha prima e amiga querida Juliana, que acabou de virar mamãe e vem passando por emoções maravilhosas. Ser mãe de primeira viagem não é fácil, mas ela garante que é a maior emoção da vida! Espero que vocês gostem!  ❤

Nome: Juliana

Idade: 31 anos

Nome da princesinha: Juana Flor

Idade: 3 meses

Sua gravidez foi planejada ou aconteceu sem querer?

Foi planejada, sendo que aconteceu bem rápido. Usava DIU, achava que demoraria um tempo pra acontecer, em 1 mês fiquei grávida.

Seu parto foi normal ou cesariana? Foi uma escolha sua ou teve influência do médico?

Cesariana. Tinha vontade de ter normal, o problema é que foi perto do carnaval, fiquei com medo da confusão de Salvador durante a festa, acesso ao hospital, etc. Por conta disso optei pela cesaria.

Durante a gravidez você passou por alguma fase mais complicada ou foi uma gravidez tranqüila?

Minha gravidez foi super tranqüila, procurei me alimentar bem e fazer atividade física. Trabalhei durante toda a gravidez sem  nenhum problema.

Qual a parte mais difícil depois do parto?

Logo que se chega em casa é bem complicado, não conseguia dormir, ficava olhando ela o tempo inteiro. Tive enxaqueca durante uns 3 dias sem parar. A medida que fui me acostumando tudo melhorou. Depois de 1 mês já estava tudo 100%, ela já dormia a noite inteira e eu estava totalmente adaptada a minha nova função.

Você está conseguindo amamentar? Teve alguma dificuldade até agora?

Tive muito leite desde inicio. Nos primeiros dias o peito  ficou bem ferido, o que doía muito, só que a minha vontade de amamentar a minha filha era superior a tudo isso. Amo amamentar, é um momento único, aquela coisinha me olhando o tempo inteiro. Bom demais.

Você sentiu algum medo durante a gravidez ou após o parto?

Tive muito pouco medo, sabia que daria conta. Acho que isso influenciou bastante pra que minha filha fosse uma criança tão tranqüila.

Quem são as pessoas que mais te ajudam nessa fase?

Meu marido é meu grande companheiro, estava sempre do meu lado durante as noites acordadas. Minha mãe também me ajudou muito. Fiquei na casa dela durante o primeiro mês.

Você ainda está de licença maternidade. Como vai ser o retorno ao trabalho? Com quem ela vai ficar e como você imagina que vai ser?

Pois é, essa é a parte mais difícil. Já tenho uma babá com quem ela vai ficar. O problema maior é a falta que vou sentir dela, passar 6 meses grudadinha e depois ter que passar o dia inteiro separada dói. Agora, se todo mundo sobrevive tb vou sobriviver.

Qual o seu maior desejo na educação da sua filha?

Espero conseguir proporcionar uma educação de qualidade e que ela se torne uma pessoa do bem.

Algum conselho para as grávidas ou mamães de primeira viagem?

Conselho não… Apenas dizer que ser mãe é a melhor coisa do mundo, um amor que parece impossível de tão grande. Um amor que cresce de forma assustadora… O maior amor do mundo.